Eletronorte realiza workshop sobre Índice da Qualidade da Água específico para a região amazônica

O projeto foi desenvolvido nas hidrelétricas Samuel, em Rondônia, e Tucuruí  e Curuá-Una, no Pará

Belém – Com o objetivo de integrar e tornar eficientes os seus programas sociais e ambientais, e em busca do desafio de crescer com sustentabilidade, a Eletrobras Eletronorte promoveu no dia 28 de junho o Worshop IQA – Desenvolvimento de um Sistema Indicador de Qualidade da Água Específico para a região amazônica.

O Projeto, da competência da área de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Eletronorte, avaliou a qualidade da água dos reservatórios das usinas Samuel, em Rondônia, e Tucuruí  e Curuá-Una, no Pará. Nesse trabalho, a Empresa teve a parceria da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Fundação de Apoio à Pesquisa, Extensão e Ensino em Ciências Agrárias (Funpea).

De acordo com os técnicos da área, os rios da região amazônica têm propriedades distintas e por isso mesmo foi necessário obter os índices de qualidade específicos, levando-se em consideração as características regionais e hídricas da Amazônia. Segundo eles, o uso do r tem sido crescente e a referência brasileira para a sua aplicação é a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb).

Na Amazônia,  em função das grandes distâncias entre os laboratórios  e os locais de coleta, é impossível analisar  parâmetros importantes como coliformes e DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), por perderem sua validade após 24 horas e inviabilizarem o cálculo do IQA conforme  estabelecido para outras regiões.

A  a solução do problema foi determinar, por análise multivariada, os parâmetros significativos que podem ser avaliados em uma semana ou mais. A metodologia do IQA pode ser utilizada para qualquer rio da Amazônia, levando em consideração as especificidades de cada local.

Conforme diz a coordenadora do Projeto, professora Simone Pereira, do Instituo de Ciências Exatas e Naturais da UFPA, “a principal contribuição desse estudo é a descoberta da ferramenta que vai possibilitar a resposta de monitoramento da qualidade das águas da Amazônia, principalmente por se tratar de uma região que detém mais de 70% das águas do Brasil”.  Ela comenta, ainda, que os órgãos públicos e as empresas do Brasil agora  poderão saber como está a qualidade da água da Amazônia. E mais: o Projeto mostra a preocupação da Eletronorte em realizar ações de modo sustentável, como a de manter a qualidade dos nossos rios.

Coleta nos reservatórios

As amostras de água foram coletadas em 35 estações dos reservatórios das usinas Tucuruí, Samuel e Curuá-Una no período de 2011 a 2015, tendo sido as variáveis analisadas in situ (no local)  e por meio de equipamentos de campo e nos seguintes laboratórios:  Centro de Tecnologia da Eletronorte, Laboratório de Química Analítica e Ambiental (Laquanam) e Centro de Proteção Ambiental da Eletronorte- CPA. Os resultados obtidos indicaram que as águas dos reservatórios apresentam valores que as classificam como “Boa” e “Excelente”.

Ao falar sobre o Projeto, a superintendente de Gestão de Inovação Tecnológica da Eletronorte, Neusa Lobato, elogiou o trabalho primoroso do Centro de Tecnologia e da Superintendência de Geração Hidráulica. “Todos foram imprescindíveis, não só pela eficiência dos profissionais, mas também pela disposição em desenvolver  o Projeto. Esse foi um desafio que chegou ao resultado esperado”.

Agência Eletronorte, por Paloma Lobato, de Belém

Fotos: Paloma Lobato

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