XIII STPC: o futuro é o fim do fio de cobre

A sessão técnica especial do XIII Seminário Técnico de Proteção e Controle – STPC, que está sendo realizado em Brasília, reuniu os especialistas em soluções de redes digitais Richard Hunt, da GE Grid Solutions, e Oliver Lippert, da Siemens Digital Grid Unit. Os dois não têm dúvidas: o futuro da proteção e automação são as inovações voltadas para a arquitetura digital e o fim do cabeamento feito com fios de cobre, bem como a compactação dos espaços de controle em plantas bem menores.

Richard, preocupado com o uso intensivo de fios de cobre durante décadas, o que encarece sobremaneira os serviços de manutenção, acredita no “encapsulamento” das subestações para que num único dispositivo possa ser feita a centralização da proteção e controle. Redes de comunicação via fibra óptica possibilitarão interfaces remotas entre painéis de relés digitais que, mesmo tendo inicialmente uma vida útil menor que os equipamentos analógicos, serão menos onerosos que o sistema atual vigente na maioria dos países.

Oliver vê a necessidade dessa visão de futuro se estender desde já aos sistemas de distribuição, além de geração e transmissão, e afirma que 80% das demandas de manutenção em redes de proteção e controle estão ligados à comunicação. Assim, seria preciso desenvolver novas tecnologias da informação visando não somente a uma economia nos gastos com manutenção, mas também à segurança cibernética, já que a tendência são sistemas híbridos no futuro.  A flexibilidade desse sistema viria de subestações com cabeamento de fibras ópticas e comunicação via internet, que dariam maior segurança operacional e estabilidade ao sistema. Para ele, uma melhor comunicação significa uma maior proteção.

img_6677Exposição – Os patrocinadores do XIII STPC estão apresentando inovações tecnológicas em estandes montados na exposição paralela ao evento. Entre eles a ABB, a Andritz Hydro e a Omicron. Júlio Oliveira, gerente de engenharia da área de automação de subestações da ABB, explica aos participantes as inovações de uma subestação digital, que digitaliza as grandezas elétricas de corrente e tensão a partir do pátio da subestação, e traz essas grandezas por meio de uma fibra óptica até a sala de controle, possibilitando uma redução de custos de instalações e mais segurança para quem trabalha na área de risco.

A Andritz Hydro está mostrando uma plataforma única de hardware, onde estão reunidas todas as aplicações de excitação, regulador de velocidade, sincronismo e proteção. A ideia é simplificar as fases de engenharia e manutenção por meio de uma interface amigável, cuja padronização traz para o cliente facilidades no processo de manutenção durante a vida útil do equipamento.

A Omicron também apresenta, soluções para aplicações secundárias e de comunicação, em hardwares e softwares, desenvolvidos com recursos do programa de P&D da empresa, que recebe investimentos equivalentes a 15% da receita mundial do grupo.

Agência Eletronorte, por Alexandre Accioly

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