GIT Maranhão: 35 anos de comprometimento com a Eletronorte

 “O espírito de companheirismo e comprometimento dos gitianos e de toda a família da Regional de Transmissão do Maranhão (OMA) é mola propulsora das nossas realizações e do nosso trabalho. Sou também um gitiano – e muito me orgulho disso –  e sei da importância que teve o projeto para os feitos da Eletronorte. Não é à toa que, mesmo depois de 35 anos, continuamos todos relembrando a importância que o  GIT teve para a nossa formação profissional e para a estruturação e o desenvolvimento da Empresa”.

(Sérgio Abreu, gerente da Regional de Transmissão do Maranhão)

Em 1º de fevereiro de 1982, 110 rapazes recém-selecionados para comporem o especializado Grupo de Intercâmbio Técnico (GIT) do Maranhão foram contratados pela Eletronorte. A intenção era tê-los no novo projeto da Empresa que nascera da necessidade de captação e formação de mão de obra técnica capaz de operar e manter os sistemas de transmissão associados aos de Tucuruí e de Couto Magalhães.

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E foi assim que depois de fazerem o curso de formação técnica e de participarem de diversos treinamentos na Companhia Energética de São Paulo (Cesp), em Ilha Solteira, no estado de São Paulo, eles voltaram ao Maranhão para exercerem na prática tudo o que aprenderam. Hoje, 35 anos depois, muitos ainda continuam na Eletronorte.

Valter Barros (4)Um deles é Valter Diniz Barros (foto ao lado), natural do município maranhense de São João Batista, 58 anos. Mecânico de formação, atualmente é técnico em Segurança do Trabalho na Divisão de Transmissão de São Luís I.  Emocionado, ele relembra o começo de sua trajetória na Empresa:

 – À época os gitianos não tinham noção do voo que iriam alçar. Não sabíamos o que nos esperava. Eu, particularmente, sequer tinha viajado de avião e estudar em um centro de excelência como a Cesp foi um acontecimento extraordinário do qual muito me orgulho. Sou grato à Eletronorte que me proporcionou a oportunidade de viver uma experiência tão rica e proveitosa.

De apelido GG “de joinha, joinha”, conforme brincavam os colegas nos tempos de Ilha Solteira, Valter Barros não economiza palavras para elogiar o espírito reinante entre os gitianos. Segundo ele, a união que existia no início do treinamento ainda continua no grupo remanescente. “Nós que ainda estamos na Eletronorte trabalhamos com o mesmo espírito de cooperação e continuamos cientes da nossa responsabilidade com a Empresa”, confessa.

Outro integrante do grupo que jamais perdeu o entusiasmo é Jessé Lima de Assunção, o “Meu Preto” do passado gitiano. Maranhense de São Luís, 60 anos, é profissional de nível médio operacional IV lotado na Divisão de Engenharia de Operação e Manutenção (OMAE). Os 35 anos de Eletronorte estão divididos  entre a Divisão de Geração de Tucuruí (OGHT), onde trabalhou por 23 anos, e a Regional de Transmissão do Maranhão (OMA), onde está há 11 anos.

Embora tivesse apenas 25 anos à época da criação do GIT, ele faz questão de relembrar o entusiasmo com que encarou a proposta da Eletronorte: “Foi um desafio para a minha vida social, profissional e familiar. Recém-formado, vi na oportunidade a chance de desenvolver na prática os conhecimentos adquiridos na escola e trabalhar na profissão que amo”.

Jessé comenta que no início de sua vida profissional ele e outros colegas tinham a responsabilidade de colocar a Usina Hidrelétrica Tucuruí em operação. Isso aconteceu exatamente no momento em que o Brasil tinha grande carência de energia elétrica.  Relembrando, diz: ”Participamos daquele comissionamento e Tucuruí  hoje representa a Eletronorte no país inteiro. E com muita competência”.

Profissional experiente, Jessé soube como ninguém associar os conhecimentos teóricos à prática do trabalho na Empresa. O que fez – e ainda faz – tem sabor de vitória e de missão que se cumpre com vontade e gratidão.  “Graças a Deus e à Eletronorte pude criar a minha família. Da mesma forma, agradeço por ter sido um gitiano e por termos sabido manter a nossa união nesses 35 anos. Isso é um grande legado de todos nós”, ressalta.

Outros dois gitianos também importantes para a Empresa são Ary Miranda de Castro, o “Cara de Facão”, apelido que lhe deram no início da criação do GIT, e  Jorge Luiz Furtado da Silva, o Furtado, nome de guerra que também vem dos idos de 1982.

Técnico de manutenção de proteção IV da  Regional de Transmissão de Mato Grosso (OMT), Ary tem o perfil do lutador. Natural de Barreirinhas, município conhecido como a porta de entrada dos Lençóis Maranhenses, uma das mais encantadoras regiões turísticas do estado, ele conta que ser selecionado para o GIT foi um desafio encarado com muita garra e vontade. “Não hesitei, especialmente porque era a oportunidade de continuar na área de eletrotécnica e, ao mesmo tempo, ajudar meus pais”.

O que no início parecia apenas mais um desafio virou projeto consolidado. Ary não se esquiva de confessar seu orgulho por ter sido gitiano.  Na  sua  opinião,  valeu a pena entregar-se a uma jornada de vitórias e conquistas, sempre se pautando pelo respeito e pela busca do melhor para si e para a Empresa.

Sobre o GIT, o técnico de manutenção da OMT tem opinião formada: “Um excelente projeto que não poderia ser esquecido. É a base da manutenção da Eletronorte. Na época da nossa formação na Cesp tivemos excelentes professores, gente que repassou e compartilhou conhecimentos técnicos da maior importância para o nosso trabalho. Aprendemos a fazer o melhor para a Empresa e a trabalhar sem correr riscos”.

E o que dizer de Jorge Luiz Furtado da Silva, o Furtado dos tempos do GIT, hoje técnico de manutenção elétrica IV da Divisão de Transmissão de Imperatriz (OMAI)? Igualmente entusiasmado com os 35 anos do GIT Maranhão, ele relata:

–  O GIT foi um projeto estruturante, realmente digno de um prêmio de sustentabilidade empresarial. Uma oportunidade ímpar para a minha formação profissional e da qual muito me orgulho. Eu tinha apenas 20 anos, era um menino, mas pude aproveitar ao máximo a chance que a Eletronorte me deu.

Maranhense de São Luís, Furtado também cita outros dois acontecimentos dos quais muito se orgulha: sua seleção para o curso de pós-graduação ministrado pela Universidade Federal do Pará em parceria com a Eletronorte e a oportunidade de ajudar a instalar o curso de Engenharia Elétrica em Tucuruí, no Pará.

Finalizando, o técnico de manutenção elétrica da OMAI é de opinião que o GIT Maranhão não foi importante só para a Eletronorte, mas também para o estado maranhense. Justificando, explica: “ O GIT iniciou a formação da mão de obra capacitada para lidar com as questões de geração e transmissão da energia elétrica. Graças a isso foi possível expandir os sistemas elétricos e levar progresso ao estado”.

Agência Eletronorte, por Edileia Oliveira (Colaboração de Arthur Quirino/Maranhão)

git 35 anos

4 Comentários

  • Responder
    Orlando
    fevereiro 15, 2017

    Maravilhosa matéria das memórias importantes da Eletronorte, parabéns Ediléia e meu grande amigo Artur Quirino por esse resgate super importante e valorização desses guerreiros.

  • Responder
    Orlando
    fevereiro 15, 2017

    Maravilhosa matéria das memórias importantes da Eletronorte, parabéns Ediléia e meu grande amigo Artur Quirino por esse resgate super importante e valorização desses guerreiros.

  • Responder
    fevereiro 16, 2017

    A equipe está de parabéns, tive a honra e a oportunidade de trabalhar próximo a essas feras do GIT. A Eletronorte tem histórias maravilhosas, e que merece ser contada a cada semana, falando da importância dos trabalhadores desta empresa. Um grande abraço a todos. Att, Julio Cesar Lopes Martins

  • Responder
    fevereiro 16, 2017

    A equipe está de parabéns, tive a honra e a oportunidade de trabalhar próximo a essas feras do GIT. A Eletronorte tem histórias maravilhosas, e que merece ser contada a cada semana, falando da importância dos trabalhadores desta empresa. Um grande abraço a todos. Att, Julio Cesar Lopes Martins