Palestra discute a Gestão Integrada de Riscos Corporativos

Tratar de riscos empresariais significa entender e responder os fatores internos e externos que de alguma forma impactam o negócio da Empresa. Ciente da importância desse tema, a Eletrobras Eletronorte promoveu na última segunda-feira, 8, a palestra Gestão Integrada de Riscos Corporativos, que teve como objetivo discutir a importância da política organizacional que trate dos riscos internos e externos aos processos da Empresa.

diarioRealizada na Sede, em Brasília, com transmissão por videoconferência para todas as unidades, a palestra contou com a presença de toda a Diretoria da Eletronorte. O diretor Econômico-financeiro, Antônio Amorim Barra, reafirmou o compromisso da alta direção com a gestão de riscos corporativos. “Reconhecemos o trabalho dedicado da equipe da Eletronorte e o compromisso que a Diretoria deve ter com essa caminhada. Trata-se de um processo fundamental para a sustentabilidade empresarial e continuaremos contribuindo com as boas práticas que já temos, sempre buscando o melhor para a Empresa”.

A palestra foi ministrada pelo professor Paulo Grazziotin, especializado em auditoria e controles internos. Na oportunidade, o palestrante pôs em debate o assunto de forma simples e compreensível, sem desconsiderar a sua complexidade e deixando a plateia cada vez mais interessada na discussão. Grazziotin afirmou que um fator fundamental para o desenvolvimento da boa gestão de riscos é o envolvimento da alta administração. “Fiquei muito feliz com Eletronorte, pois tivemos o envolvimento de diretores e gerentes da Empresa”, disse ele.

Durante a sua apresentação, Grazziotin lembrou que o foco de uma boa gestão está na mitigação. Segundo ele, é necessário que se faça o levantamento de todas as ameaças que possam afetar os processos empresariais, classificando-as de acordo com risco que oferecem. Dessa forma, tem-se o conhecimento sobre o como agir para evitar problemas futuros. O palestrante lembrou ainda que em uma estatal de grande porte como a Eletrobras Eletronorte, a criação desses mecanismos se torna fundamental. “Esses processos estão atrelados ao serviço que se presta ao público. Então, quem ganha é a sociedade brasileira que poderá desfruta-lo com qualidade”, afirmou.

Com relação aos benefícios para a força de trabalho, o palestrante conta que a gestão de riscos fomenta um debate estratégico em todos os processos. “Muitas vezes as pessoas ficam presas em seus lugares no organograma empresarial sem terem a real noção de todo o sistema no qual estão inseridas. Esse debate faz com que elas se vejam partícipes de um trabalho maior, que sintam a sua real importância para a Empresa”.

 Controles

O processo de Gestão de Riscos na Eletronorte teve seu início no ano de 2009, ocasião em que foi definida, em conjunto com a holding, a matriz dos riscos nas Empresas Eletrobras, bem como a Política de Riscos.

Hoje a Eletronorte trabalha com 43 eventos de riscos monitorados que tiveram implementados a metodologia de gestão integrada de riscos desenvolvida nos pilares Financeiro, Estratégico, Operacional e Conformidade, além de outros cinco já priorizados e em andamento, com aproximadamente 890 controles associados voltados para a mitigação desses riscos, com envolvimento de 19 gestores e reporte periódico à alta administração para a tomada de decisão.

A gestão de riscos

O interesse no assunto aumentou após a provação da Lei nº 13.303/2016 que, em seus artigos 6º e 9º, afirma que todas as 153 estatais federais devem possuir em seu regimento interno sistemas de controle dos riscos aos quais estejam expostas, tendo o prazo de 24 meses para se adequarem às determinações legais.  Nesse quesito, a Eletrobras Eletronorte saiu na frente. Desde 2009, a Empresa possui uma Política de Riscos, onde foram debatidas, juntamente com a holding, as ameaças que envolviam a realização de suas atividades. Esse comitê compõe a 2ª linha de defesa da Empresa, juntamente com os processos de controles internos, ouvidoria, conformidade, segurança da informação, entre outros.

A partir daí, a Eletronorte continuou trabalhando no assunto, criando um arcabouço normativo interno e desenvolvendo o mapeamento e a prevenção dos riscos. Tudo isso é coordenado por um comitê multirrepresentativo, uma equipe dedicada ao tratamento do tema, como contou Sueli de Oliveira, gerente do Departamento de Gestão Integrada de Riscos. “A equipe tem se empenhado cada vez mais no assunto por se tratar de um processo dinâmico e cíclico”, lembrou. O Superintendente de Conformidade e Riscos, Leonardo Andrade Simon, destacou a importância dessa governança para atendimento as demandas dos órgãos reguladores e, inclusive, às exigências do mercado.

Agência Eletronorte, por  Mateus Lincoln

Edição: E.O.

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