Começa em Curitiba  o XXIV SNPTEE

Promovido pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica –  Cigré Brasil, sob a coordenação da  Companhia Paranaense de Energia –  Copel,  o XXIV Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica – SNPTEE começou neste dia 22 de outubro, em Curitiba (PR), reunindo  quase dois mil participantes que irão conhecer e avaliar 519 trabalhos técnicos selecionados entre mais de 1.700.

O evento acontece nas dependências da Universidade Positivo, dividido entre salas temáticas e uma grande exposição dos principais fornecedores de bens e serviços do setor elétrico. Segundo o presidente da Copel,  Sergio Lamy, “o SNPTEE traz um acervo de conhecimento técnico fabuloso”, opinião compartilhada por todos os que fazem e participam deste que é o maior evento técnico do setor elétrico brasileiro.

A engenheira Cintia de Carvalho Toledo, da Copel, é a primeira mulher a ocupar a função de coordenadora-geral do SNPTEE, e deu as boas-vindas aos participantes na solenidade de abertura do evento que promove, nesta edição, o I Fórum de Mulheres do Cigré.

Na mesma ocasião, o presidente do Cigré Brasil, Josias Matos de Araújo, relembrou a história do Seminário, iniciada na década der 1970 até o atual, e reafirmou sua convicção na paixão de todos os que trabalham nas diversas áreas do setor.

Plenária – Na manhã desta segunda-feira, dia 23, aconteceu a sessão plenária “Aprimoramento do marco legal do setor elétrico brasileiro”, que reuniu em debate o ministro interino de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, o presidente da Copel, Sergio Lamy; o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales e o diretor da Tymos Energia, João Carlos Oliveira. Paulo Pedrosa ressaltou as pressões por que passa o setor no momento, desde a incapacidade financeira do governo de investir na expansão, até as novidades tecnológicas, as condições climáticas e o empoderamento dos consumidores.

Os integrantes da Mesa fizeram severas críticas à Medida Provisória 579, considerada um “desastre” para toda a cadeia de produção, transmissão e distribuição de energia elétrica e as dificuldades financeiras da Eletrobras. Também mereceram destaque as perdas com o GSF – 3,8 bilhões de reais -; os subsídios aos grandes projetos como Belo Monte e as usinas do Madeira, e a necessidade de promover mudanças e resgatar a lógica e a organização do setor elétrico brasileiro.

Agência Eletronorte, por Alexandre Accioly

 

 

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