Eletronorte apresenta trabalho em congresso sobre descargas atmosféricas

Entre os dias 20 e 25 de maio, aconteceu em Pirenopólis (GO) o Congresso Ground 2018 que teve como tema as descargas atmosféricas, destacando o estudo do fenômeno físico, suas influências no setor elétrico e os trabalhos sobre aterramento de sistemas elétricos. O evento foi coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Furnas. Participantes da Eletronorte da regionais do Pará, Tocantins, Brasília e Araraquara estiveram no evento.

A técnica de Manutenção Elétrica da Subestação Araraquara, Ellen Luz, participou do Congresso com o trabalho “Impacto na Escolha da Configuração e do Solo do Eletrodo”. O objetivo do estudo foi mostrar a importância na realização de pesquisa de solo e investimentos na implementação de eletrodo de terra de Sistemas HVDC, evitando assim possíveis restrições operativas de transmissão de energia em sistemas HVDC por falhas em eletrodos de terra.

Sobre os benefícios do trabalho para a Eletronorte ela afirma que “a Empresa passa a ser conhecida pela qualidade no projeto do eletrodo de terra e a eficiência na transmissão de energia no Sistema HVDC Rio Madeira com relação ao Bipolo 1”.

Para o engenheiro de Manutenção Elétrica, Torricelli da Silva Gomes, “as principais constatações do evento mostraram que a Eletronorte está alinhada  às modernas práticas de prevenção de desligamentos por descarga atmosféricas bem como suas metodologias de inspeção de aterramento de pé de torre e correção de eventuais problemas com as torres de transmissão”.

Transmissão x Descargas Atmosféricas

As principais causas dos desligamentos de linhas de transmissão são as descargas atmosféricas – cerca de 65%. Embora esses desligamentos possuam duração de menos de um segundo, causam distúrbios na rede elétrica, interferem em indicadores de qualidade perante os órgãos regulatórios e podem danificar outros equipamentos em subestações.

Segundo Torricelli, a Eletronorte gasta em média R$ 1 milhão por ano para inspecionar, realizar ensaios de medição de pé de torre e realizar correções em sistemas de aterramento de linhas de transmissão em seus 10 mil quilômetros de linhas de transmissão. “O próximo passo é o estudo e contratação de serviços para detecção de descargas atmosféricas, onde será possível afirmar com precisão de 99,99 % os desligamentos de linhas por descargas atmosféricas”.

 

 

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